December 2, 2020
 
 
 
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Sobre DFI

O  que é o Development Finance International? 

O Grupo Development Finance International (DFI) é um grupo sem fins lucrativos de capacitação, advocacia, assessoria e pesquisa que trabalha com mais de 80 governos, organizações internacionais e organizações da sociedade civil em todo o mundo. Prestamos auxilio aos cidadãos e aos governos, especialmente nos países em desenvolvimento, a mobilizar o melhor tipo de financiamento para o seu desenvolvimento com o objectivo de combater a pobreza e a desigualdade. O DFI também encoraja organizações internacionais e doadoras a apoiar os países na consecução desses objetivos.

Nossa subsidiária Debt Relief International (DRI) trabalhou com as mesmas organizações por mais de 25 anos, ajudando-as a maximizar o alívio da dívida e a solicitar empréstimos assim como a financiar de forma responsável e sustentável, e, a utilizar o produto do alívio da dívida assim como os novos financiamentos de maneira a reduzir a pobreza e a desigualdade.

Avaliações independentes concluíram que a DRI teve um papel importante na concepção e implementação das iniciativas: Alívio da Dívida dos Países Pobres Muito Endividados (PPME) e Alivio da Divida Multilateral e foi diretamente responsável por ajudar os países em desenvolvimento a negociar mais de US $ 100 bilhões de alívio da dívida. Além disso também contribuiu para a adição de US $ 20 mil milhões na fase de extensão da iniciativa, ajudando os países a calcular o alívio da dívida que lhe era de direito, a exigir mudanças na elaboração das iniciativas, e, a negociar os montantes máximos de alívio provenientes dos credores multilaterais, do Clube de Paris e dos países credores non-OCDE.

Mais recentemente, lançamos duas iniciativas conjuntas globais com a Oxfam e uma com New Rules for Global Finance:

  • Em 2008, lançamos o programa Government Spending Watch. Este é o único banco de dados global que rastreia os gastos do governo nos SDGs em 82 países e tornou-se o local "confira aqui" para dados comparáveis ​​e atualizados (2016) e análises transparentes sobre gastos governamentais para uma ampla gama de ações da ONU e organizações multilaterais, OSC e doadores bilaterais. Em breve será expandido para cobrir 155 países com dados atualizados de 2017. Este programa foi executado em uma parceria formal com a Oxfam e apoiado por uma ampla gama de outras organizações, incluindo AHBN, GCE, Global Partnership for Education, IBP, OIT, Save the Children, SDSN, Water Aid, UNESCO, UNICEF e ONU Mulher. Este programa produziu três relatórios globais: o primeiro em 2012 que ajudou o FMI a mudar suas políticas de rastreamento de gastos sociais governamentais; o segundo em 2013 foi um grande avanço em termos de publicação de dados e transparência dos gastos do governo; e o terceiro em 2015 teve um impacto considerável na focalização das discussões durante a conferência FFD realizada em Addis Ababá na área de tributação progressiva e gastos para combater a pobreza e a desigualdade.

  • Em 2012, começamos a trabalhar com New Rules for Global Finance na elaboração de um relatório bienal sobre governança e impacto de organizações multilaterais: -  o Global Financial Governance and Impact Report. As duas primeiras edições deste relatório centraram-se principalmente no impacto de governança e desenvolvimento, respectivamente, e analisaram o desempenho do G20, do Conselho de Estabilidade Financeira e de outras organizações de regulação financeira, FMI, Banco Mundial e organizações que regem as políticas fiscais globais. Com o apoio adicional da parceria com o escritório da organização Friedrich Ebert Stiftung Nova York, a edição de 2017 concentrou-se no impacto dessas organizações financeiras na desigualdade, com uma metodologia mais rigorosa e que contou com o envolvimento das próprias organizações financeiras. Os dois relatórios anteriores estão disponíveis no site da New Rules aqui e aqui, e o relatório de 2017 aqui.

  • Juntamente com a Oxfam, estamos trabalhando desde 2016 na produção de um banco de dados extenso, um índice e um relatório sobre o “Compromisso para Reduzir Desigualdade”. Isso é uma nova iniciativa muito importante que classifica os governos de acordo com seu desempenho na luta contra a desigualdade através de três tipos de políticas: gastos governamentais progressivos; tributação progressiva e políticas trabalhistas progressistas. O relatório foi pré-lançado com pequenas reuniões no FMI e na London School of Economics e foi lançado globalmente em Nova York, Barcelona, Nova Deli 7 outros 7 locais em 17 de julho de 2017. O relatório, índice e dados estão disponíveis na página CRI.

Trabalhamos de três maneiras, através de:

  1. Pesquisa e análise. Nos últimos 20 anos, a DFI produziu mais de 300 relatórios analíticos em uma ampla gama de financiamentos para o desenvolvimento e questões de gastos governamentais para mais de 30 instituições de financiamento e trabalhou em parceria com instituições de pesquisa e análise assim como especialistas de mais de 50 Países, promovendo principalmente a cooperação direta Sul-Sul, fornecendo especialistas do hemisfério Sul para ajudar outros países em desenvolvimento. Para mais detalhes, veja as páginas de pesquisa e análise destesite e do site Government Spending Watch website.

  2. Capacitação. A experiência principal do DFI foi de aumentar a capacidade dos governos, das Organizações da Sociedade Civil e outras partes interessadas na mobilização de um financiamento mais eficaz para o desenvolvimento e a despende-lo mais efetivamente no combate à pobreza e à desigualdade. Entre 1996 e 2010, a DFI realizou dois importantes programas globais:  o PPME - Programa de Capacitação da Estratégia da Dívida e Análise, e o Programa de Capacitação de Estratégia e Análise de Capital Privado Estrangeiro (FPC), que ajudou mais de 50 governos de países em desenvolvimento a melhorar leis e instituições assim como a desenvolver melhores estratégias e capacidades analíticas, para mobilizar o alívio máximo da dívida e o capital privado. As avaliações independentes assim como os beneficiários do FPC avaliaram esses programas como sendo altamente bem-sucedidos na construção de capacidade vasta, ampla e sustentável. Os programas foram descentralizados para nossos parceiros regionais em 2010, mas a DFI continua a ser parceira no mecanismo global de gerenciamento de dívidas (DMF) de capacitação global administrado pelo Banco Mundial..

  3. Serviços de assessoria e advocacia. Durante 20 anos, a DFI ajudou a fornecer aconselhamento político de alto nível sobre como mudar as políticas globais, regionais e nacionais para promover um melhor financiamento do desenvolvimento e garantir que seja utilizado na luta contra a pobreza e a desigualdade. Além disso a DFI também auxilia os governos e as OSC a advogar mudanças em todo o mundo. O DFI é especializado em criar coalizões, agrupamentos e redes de países pequenos e pobres para advogar com os Países maiores e mais ricos, nomeadamente tendo apoiado o Comitê Africano de 10, Banco Africano de Desenvolvimento, União Africana, Ministros das Finanças da Commonwealth, G24, Ministros das Finanças da Rede dos PPME, Rede da OIF de Ministros de Finanças Elegíveis da IDA, Comissão Econômica da ONU para África e UEMOA para defender posições para o G20, FMI, OCDE, ONU e Banco Mundial, bem como para os principais governos do G7 e da OCDE.

O que é diferente sobre o Development Finance International?

  • Não temos conflito de interesses. Nunca nos envolvemos nas negociações de financiamento e, portanto, somos capazes de fornecer conselhos independentes e imparciais, capacitação, pesquisa e análise, com o único objetivo de maximizar o impacto na luta contra a pobreza e a desigualdade.
  • Nós não suplantamos a equipe de nossos clientes empurrando-os para funções subsidiárias de coleta de dados ou para segundo plano. Nós construímos suas capacidades de fazê-lo por si mesmos e nos esforçamos para nos distanciar do processo o mais rápido possível, e deixá-los levar o crédito pelo trabalho que fizeram. Trabalhamos assim com sucesso em 3 continentes, entregando nossos principais programas globais aos parceiros regionais.
  • Priorizamos a cooperação Sul-Sul, financiando diretamente funcionários do governo, parlamentares e representantes das OSC (muitos dos quais nós os treinamos) para ajudar países similares, em vez de importar conhecimentos menos adequados ou relevantes dos países da OCDE. Nós extraímos de uma base de dados de mais de 150 consultores, dos quais mais de 130 são do Sul.
  • Nós ouvimos as vozes dos países do hemisfério Sul, especialmente os países menores e mais pobres, e os ajudamos no processo de advocacia para serem ouvidos por outras organizações e governos muito mais poderosos e mais ricos. Juntos, liderados por principais defensores do sul.
  • Nosso trabalho começa a partir do que um país ou parceiro nos diz que precisa, nunca de um modelo global. Começamos todo o processo a partir do contexto local e, depois disso, consideramos as melhores práticas globais existentes.
  • Nós nunca nos conformamos com o segundo lugar. Nosso trabalho depende do acesso direto aos dados primários e analises locais, de autoria dos analistas oficiais e independentes mais qualificados, rigorosamente controlados por uma equipa de parceiros de alta competência.
  • Estamos empenhados em aumentar a transparência dos dados globais e nacionais, documentos e análises, e, responsabilidade dos governos e organizações multilaterais junto aos parlamentos, à sociedade civil e aos cidadãos.

O que a DFI pretende fazer no futuro? 

A missão do DFI continua a ser o combate para a superação da desigualdade e da pobreza com o valor máximo de um financiamento altamente eficaz. O DFI buscará parcerias com qualquer organização que compartilhe esse objetivo e os princípios acima mencionados para ter o máximo impacto na redução da desigualdade e da pobreza em todo o mundo.

O DFI está determinado a maximizar ações políticas e finanças para combater a desigualdade e a pobreza mundialmente. Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) reafirmaram que a eliminação da pobreza assim como o alcance da igualdade para as mulheres não pode ser alcançada sem uma redução significante de renda e desigualdade de riqueza em todos os países. Isso precisa ser um esforço conjunto dos governos, organizações internacionais que os aconselham, da sociedade civil e do setor privado, e o DFI está ajudando todos esses quatro grupos.

 

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